<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385</id><updated>2012-02-15T22:20:31.964-08:00</updated><title type='text'>miscelânea</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7358012567531722962</id><published>2010-07-20T10:14:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T10:17:08.905-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 10</title><content type='html'>No quarto pink de Paulelte Blue, Sheila estava sentada sobre uma maca coberta por um lençol amarelo. Sabe aquele amarelo de encardido? Exatamente este. Mas ela nem se importava. Já estava ali há praticamente uma hora e não parava de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então Paulette, no caminho fiquei pensando no codinome que você falou. Não sei se quero mais essa coisa de concurso. Estou pensando em eu mesma criar um codinome pra mim. Mas não sei se sou a fim de colocar um nome de verdura, de fruta, de legume. Pra mim, isso já é fora de moda, sabe? Tô pensando em explorar o artístico que existe dentro de mim. Pensei em Sheila Sinatra, o que você acha? Aí, de repente, as pessoas podem pensar que eu sou parenta daquele cantor de rock famoso, como é mesmo o nome dele? Elvis, do Elvis Sinatra, lembra dele? Pensei também em uma coisa mais moderna, como Britney Spilberg, não é bom? Porque todo mundo sabe quem é Britney, imagina quem não vai saber que ela é a herdeira daquela rede de hotéis, e ainda com o sobrenome Spilperg, vão pensar que eu sou parenta daquele jogador de futebol da Inglaterra, o David. Pensei também numa coisa assim, de brilho, chique, poderosa: Crystal Atlantic. Ou então um nome mais brasileiro mesmo, Angelita Maiô. O que você acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mulher Matraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece ser bom. O que quer dizer matraca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma mulher gostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso eu sou mesmo. Gostei Paulette. Vou sugerir esse nome pro meu diretor. Quem sabe ele não gosta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulette até que teve uma certa pena da burrice da dançarina. Mas a raiva foi mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não precisa de silicone. Teu peito tá ótimo. Pode ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu quero tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já disse que você não precisa de silicone. Pelo menos por enquanto. O que você precisa agora é de um cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E onde eu compro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É tarja preta? Precisa de receita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa de um pouco menos de estupidez. Volte quando você a tiver esquecido por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esquecido quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sheila saiu um tanto deprimida do apartamento de Paulette Blue. Um tanto deprimida e bastante confusa. Afinal, onde ela arrumaria uma receita para a compra de um cérebro novo? E a estupidez que ela deveria esquecer? Seria ela uma pessoa? Se fosse, quem era? Todas estas perguntas a deixaram extremamente cansada e o que ela mais queria naquele momento era voltar ao La Genoveva e encontrar seu namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos um caso, disse o Detetive Clayton para Steves assim que chegou na delegacia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um puta caso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem dúvida que é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um caso do caralho. E que caralho, continuou Steves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu diria pra você que é um caralho enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bota enorme nisso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então você já sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você soube?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que caso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O caso do caralho. Das dançarinas assassinadas. Do serial killer que está matando as dançarinas de auditório da TV Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Steves caiu em si e se deu conta que o caso do caralho que se referia Clayton não era o caralho do Diego e que ele quase se entregara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, Steves? Como você soube?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sabe como soube ou não sabe o que eu sei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caralho, Clayton, do que você está falando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clayton tirou do bolso a foto que havia recebido e jogou-a na mesa de Clayton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há um serial killer matando dançarinas, Steves. E a próxima a morrer, está nesta foto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steves olhou para a foto e por alguns segundos, ele lembrou-se de quando era mais jovem e seu sonho de vida era ser uma dançarina de auditório. Recordou-se de como imitava os passos das meninas enquanto assistia aos programas na TV e da surra de cinta que seu pai lhe dera quando viu a cena do filho rebolando em frente à TV usando um collant que comprou para ensaiar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi, Steves?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada. Nada. Me fale mais sobre o caso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que Clayton revelou a Steves tudo o que sabia. A conversa foi interrompida pelo toque insistente do telefone na mesa de Clayton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clayton, é o Pimenta. Liguei pra putinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que putinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A sua putinha, porra. Marquei um almoço com ela amanhã, no Piolim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No Piolim,, não tinha um lugar melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer melhor lugar pra uma puta do que uma cantina na Augusta? Relaxa! Até amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Steves desligou o telefone em estado de graça. Mal podia esperar pelo dia seguinte. E mal sabia ele que o dia seguinte seria repleto de acontecimentos surpreendentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-7358012567531722962?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/7358012567531722962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7358012567531722962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7358012567531722962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7358012567531722962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/07/capitulo-10.html' title='Capítulo 10'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-860496553209755148</id><published>2010-03-25T10:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T11:02:49.328-07:00</updated><title type='text'>CONTA DE NOVO!</title><content type='html'>Para Rodolfo e Natasha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conta de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquela. Daquela noite. Não me lembro mais. Chovia ou fazia sol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sol não aparece de noite. Só de dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aparece de dia sim. Quando é de noite aqui, o sol aparece lá do outro lado do mundo. O sol sempre existe. De dia ou de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então era uma noite que fazia sol, só que o sol tava lá no Japão. Aqui, no lugar dele, tinha uma lua linda, cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cheia de que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como de nada? Você falou que era uma lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente fala que ela é cheia quando ela é toda redonda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Igual uma bola? -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso. Igual a uma bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que mais tinha no céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estrelas. Muitas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não contei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas estrelas tem no céu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizem que a olho nu, a gente consegue contar umas seis mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olho também fica pelado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você que disse. Olho nu. E nu é a mesma coisa que pelado, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente fala olho nu quando a gente olha uma coisa sem precisar usar uma outra coisa pra ver melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como um binóculo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei o que é binóculo. O pai do meu amigo tem um. Ele disse, o meu amigo, não o pai dele, que uma vez ficou olhando com o binóculo e via as coisas bem de pertinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, quando a gente consegue olhar o céu bem de pertinho, dá pra contar umas 30 mil estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa. E isso é muito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 30 mil deve dar pra encher esse quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A casa inteira então. 30 mil deve ser bastante mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas isso é o que a gente consegue contar com binóculo. Porque tem muito mais estrelas. Tantas que não dá nem pra saber quantas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos desenhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que você quer desenhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O céu! O céu de noite. Cheio de estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Qual história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A que você pediu pra eu contar de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era uma vez uma noite quente com o céu cheio de estrelas. Vocês estavam em casa e de repente souberam que eu ia chegar e aí foram correndo pro hospital e então eu nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você sabe toda a história, porque pediu pra eu contar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque cada vez que eu peço, aprendo uma coisa nova. Hoje aprendi que bola e lua cheia são a mesma coisa e que olho nu é um olho sem binóculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ENTÃO, ELE OU ELA, PEGOU UMA PAPEL, SUA CAIXA DE LÁPIS DE COR E SE PÔS A DESENHAR O CÉU.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s.: Que o céu esteja sempre cheio de estrelas pra vocês e que esta nova etapa da vida seja abençoada e iluminada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-860496553209755148?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/860496553209755148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=860496553209755148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/860496553209755148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/860496553209755148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/03/conta-de-novo.html' title='CONTA DE NOVO!'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-3480839192186414617</id><published>2010-03-25T10:53:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T10:54:29.739-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A série Assassinatos no Estúdio C retorna dia 31/03 com novos capítulos. Desculpem a pausa, mas ela foi necessária em função de outros projetos.&lt;br /&gt;Obrigado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-3480839192186414617?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/3480839192186414617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3480839192186414617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3480839192186414617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3480839192186414617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/03/serie-assassinatos-no-estudio-c-retorna.html' title=''/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7680254180645859894</id><published>2010-02-20T12:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T12:55:21.584-08:00</updated><title type='text'>CAPÍTULO IX</title><content type='html'>Enquanto rolava a muvuca na TV, o detetive Steves se esbaldava na cama de Diego. Nunca, em toda a sua vida, o enrustido profissonal da lei havia experimentado um sexo tão maravilhoso como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me bate, gritava Steves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não bato em padres. É pecado, respondia Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. É a salvação. Padre que não apanha se bate. Dá no mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te absolvo, bate, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Diego batia. E Steves delirava. E quando acabou de delirar, esparramou-se na cama, suando e se sentindo a criatura mais abençoada de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou no banheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, Dieguinho. Vai e volta. Quero tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo de novo eu cobro de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais 450,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa mais 30 e tá beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrou no banheiro, Diego abriu a torneira do chuveiro e deixou a água cair. Mas el~e não entrou no box em seguida. Primeiro, verificou se a cãmera colocada estrategicamente filmou toda a loucura que acontecera a pouco através de um buraquinho na parede. Depois, colocou uma outra fita já que em breve, começaria tudo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Padreco idiota!, sussurrou o puto. Mal sabe ele o que o espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nota: Se você concluiu que Diego irá chantagear o Detetive Steves enganou-se. O seu plano é muito maior. Ele tem guardado, muito bem guardado, todas as gravações de todas as trepadas que teve com os padres que o procuram diariamente. O que ele pretende com isso? Elaborar um dossiê com todas as gravações e enviar ao Vaticano e pedir uma puta grana pro papa pra não divulgar essas imagens na internet. Ele acredita que a Igreja fará de tudo para que a devassidão que a envolve não seja de conhecimento de todos. De certa forma, Diego não deixa de ser um pouco ingênuo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Uma hora depois, o Detetive Clayton deixou a sala de Rafael Neto. Ambos concordaram que duas mortes em curto espaço de tempo era mesmo uma coincidência. Ambos concordaram que a foto que o detetive recebeu tinha alguma coisa a ver com tudo isso. Ambos concordaram que o caso merecia uma investigação e que a mesma deveria ocorrer em segredo. Seria uma maneira de proteger as dançarinas e a emissora. Clayton só não concordou em oferecer proteção especial para cada uma das moças, pois a polícia não tinha dinheiro e nem homens suficientes para isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Caso você realmente deseje essa proteção, terá que pagar por ela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Rafael pensou por dois segundos e desistiu. Uma porque não queria gastar dinheiro. Outra porque qualquer moça morta poderia ser substituída rapidamente. E não se falou mais nisso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Antes de ir embora, o Detitive fez mais um pedido a Rafael. Um pedido muito especial. E extremamente importante para a solução do caso. Mas este pedido também foi considerado um segredo entre eles, a ser guardado a sete chaves. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ainda bastante aborrecida, Sheila saiu da emissora. Como sua apresentação para a imprensa fora adiada, ela resolveu seguir os conselhos de suas colegas de auditório e telefonou para a Paulette Blue. ( Se você não lembra quem é ela, procure reler os capítulos anteriores.)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Oi Paulette. Aqui é a Sheila. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Que Sheila?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Dançarina do Domingo de Tarde. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Codinome. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Hã?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Qual o seu codinome?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- O que é isso?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Você é a mulher o que? Batata, Cenoura, Mandioca?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Ainda não sei. Não escolhi. Na verdade, a TV resolveu fazer um concurso entre os espectadores pra escolher o nome. O vencedor ganha um jantar comigo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Sei. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- E então? Quero aumentar um pouco os peitos. Quando podemos marcar?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Tá livre agora?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Tô. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Então pode vir! Já tem o endereço, não tem?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Tenho. Minhas amigas já me deram. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Ótimo. Estou esperando. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Paulette desligou o telefone. Quem a visse neste momento, teria absoluta certeza de que em seu rosto havia um sorriso sinistro e maldoso. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-7680254180645859894?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/7680254180645859894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7680254180645859894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7680254180645859894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7680254180645859894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/02/capitulo-ix.html' title='CAPÍTULO IX'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-270551539099553226</id><published>2010-01-28T06:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T06:35:07.830-08:00</updated><title type='text'>CAPÍTULO VIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às 08h55 da manhã seguinte, o Detetive Steves estava na porta da loja Fantasy e Fantasias, recém-inaugurada na 25 de março. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estava ansioso. Muito ansioso. Extremamente ansioso. Na noite anterior, telefonara novamente para Diego Braga, desta vez identificando-se como o Padre Tavares. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- De qual igreja? – perguntou Diego. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Da igreja de Santa Mafalda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nunca ouvi falar desta santa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É uma pena!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Onde fica a igreja?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Em Tapiratiba. Uma cidadezinha do interior. É a única igreja desta santa pouco conhecida.&lt;br /&gt;- Quem lhe indicou?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O Padre Anselmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não conheço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É porque ele ainda não usou os seus serviços. Mas me disse que usará em breve. Você foi recomendado a ele pelo Padre Daniel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Esse eu conheço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pronto. A que horas amanhã?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O que você quer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ao meio-dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Estarei aí. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Steves estava tão recolhido em si mesmo lembrando-se da voz  sensual do garoto que nem percebeu que a loja já estava aberta. Entrou rapidamente, escolheu a melhor fantasia de padre que encontrou, experimentou e saiu, seguindo rapidamente para a delegacia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo, a sala de Rafael Neto estava um caos. Todas as dançarinas estavam lá, algumas em prantos, outras em estado catatônico e as demais gritando como loucas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em meio a tanta confusão, Duda Maia e Tavares tentavam convencer o diretor artístico que as imagens do corpo da mulher acelga poderiam ser usadas no reality show Mal Súbito. Além disso, ambos estavam felicíssimos, pois, diante do fatídico acontecimento, entenderam que o melhor critério de eliminação deste programa, seria a morte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Morreu, eliminou! É isso, Rafael, morreu, eliminou! O que você acha?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu não acho nada. Eu não consigo pensar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pois trate de pensar, ordenou a Mulher Aipim. Alguma coisa muito estranha esta acontecendo. Não é possível que seja só uma coincidência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E é bom achar um jazigo pra ela. E do bom. Ela emprestou o túmulo dela pra Franciele e agora ela não cabe lá dentro. Era túmulo pra uma pessoa só. E como é que a Franciele vai devolver em menos de uma semana? – questionou Patricinha Quebra Quebra sem se dar conta da asneira que dizia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos se descabelavam sem saberem exatamente o que fazer ou dizer, Sheila estava sentada no sofá, puta da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Precisava morrer ontem, a filha da puta? – pensava ela. Será que ela não sabia que era hoje que eu ia ser apresentada pra imprensa? Isso que é inveja viu! Fez isso só pra não deixar eu aparecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tumulto era tanto que Rafael Neto só percebeu que seu ramal tocava insistentemente quando alguém gritou que o seu ramal tocava insistentemente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem? Sei... pode mandar subir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda atônito, Rafael desligou o telefone, pediu silêncio a todos e anunciou drasticamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Um detetive esta aqui. Agora a merda fedeu. Eu quero ficar a sós com ele. Vão todos pro camarim, pro estúdio, pra puta que os pariu, depois eu falo com vocês. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se mexeu!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Porra, vão sair ou não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ninguém se mexeu. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ou vocês saem ou eu tiro o programa do ar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos saíram imediatamente, exceto Sheila que continuou acabrunhada no sofá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sheila. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou, mas antes eu quero saber se eu vou ser apresentada pra imprensa hoje ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Querida, será que você não entendeu ainda o que está acontecendo? Que duas dançarinas morreram e um detetive está prestes a entrar aqui? Será que não podemos falar sobre isso depois?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Depois quando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Depois que eu falar com o detetive, arrumar um jazigo pra falecida e uma substituta pra ela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ta bom. Eu to aguardando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu aguardo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- O que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nada. Só te corrigi. Odeio gerúndio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rafael abriu a porta para Sheila que saiu da sala pensando quem poderia ser este tal de gerúndio que Rafael Neto odiava tanto. Quando ela já estava no final do corredor, a porta do elevador se abriu e o Detetive Clayton saiu apressadamente, sem saber que por pouco não havia encontrado com a mulher que não saía mais de sua cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Detetive, pode entrar, disse Rafael que o aguardava no corredor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-270551539099553226?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/270551539099553226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=270551539099553226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/270551539099553226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/270551539099553226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/01/capitulo-viii.html' title='CAPÍTULO VIII'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-6793143884410727388</id><published>2010-01-19T07:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T08:00:05.148-08:00</updated><title type='text'>Capítulo VII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de praxe, no final de todos os shows do site de Almeidinha, o usuário conseguia acessar os dados de contato do artista. Alguns divulgavam apenas o e-mail, outros o telefone do empresário e a maioria o próprio telefone. E antes mesmo que se limpasse, Steves anotou em um post-it cor de mel, o telefone de Diego. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Alô. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Diego!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Acabei de ver seu show.&lt;br /&gt;- Quem é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Steves. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-  Oi Esteves. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É istives. Se fala istives. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Gostou do streap, istives?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Adorei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu faço ao vivo também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Por isso que liguei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- E se tiver mais grana, eu faço tudo também.&lt;br /&gt;- Quanto?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Só o show 400,00. Com o tudo também, R$ 450,00. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Depende! Você faz o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sou comerciante, mentiu Steves.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Então não rola. Só faço shows e tudo também para e com padres. Só padres, e desligou o telefone.&lt;br /&gt;.                                                     * * *&lt;br /&gt;O Detetive Clayton saiu do restaurante feliz com a possibilidade de um breve encontro com sua amada. Estava tão feliz que nem se deu conta que Pimenta caiu na calçada de tão bêbado e por lá ficou, roncando como um porco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chovia bastante, mas mesmo assim ele continuou andando pelas ruas, cantando e dançando como uma criança. Motivados por tanta felicidade, alguns pedestres começaram a segui-lo, cantando e dançando também. E à noite, um telejornal noticiou que em breve a cidade deveria receber um novo musical da Brodway. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Clayton não entendeu nada quando viu a sua imagem na matéria liderando uma centena de bailarinos em uma coreografia até que interessante, na sua opinião. Depois de dizer que os produtores encontraram uma maneira diferente de gerar curiosidade sobre o espetáculo que deve estrear em breve, o apresentador mudou o tom de voz e anunciou:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; - Morreu nesta tarde a bailarina do programa Domingo deTarde, Mariazinha Tico Tico, também conhecida como Mulher Acelga. Segundo o Dr Pedro Costa, médico da TV Mundo, a artista foi vítima de pneumonia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por um tempo, Clayton ficou se perguntando com quem ele havia conversado recentemente sobre acelgas, até que, num estalo, lembrou da foto que recebeu. Neste momento, ele ouviu o apresentador dizer:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- É a segunda morte em menos de uma semana que abala os bastidores do Domingo de Tarde, que perdeu, recentemente, a nossa querida Mulher Tempero. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A imagem da foto não lhe saía da cabeça. Lembrou-se do vidro de tempero marcado com um xis, que ao lado do vidro havia uma acelga e ao lado da acelga outras verduras, legumes e turbéculos que ele não conseguia recordar. Mas de uma coisa ele estava certo: a foto tinha uma relação com as duas mortes e era o que ele estava disposto a investigar na manhã seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-6793143884410727388?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/6793143884410727388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=6793143884410727388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6793143884410727388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6793143884410727388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/01/capitulo-vii.html' title='Capítulo VII'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-8986882219705190596</id><published>2010-01-11T18:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T18:58:43.783-08:00</updated><title type='text'>Capítulo VI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                        - Marca um almoço com ela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                        - Com quem?,  perguntou Pimenta, que após a sétima dose de whisky já não se lembrava exatamente quem ele era, onde estava e com quem estava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                       - Com a Sheila. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                       - Que Sheila ? Eu conheço ela? Eu te conheço?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                       - A da notinha. A dançarina. Do Domingo da Tarde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                       Por mais que Clayton se esforçasse, Pimenta continuava com um olhar distante, como se não entendesse absolutamente nada do que ouvia. Foi então que Clayton decidiu se expressar da única maneira que o jornalista seria capaz de entender naquele momento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                      - A puta que eu comi, caralho. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;                      - Você comeu essa gostosa? Me conta isso, reagiu Pimenta imediatamente. E foi então que o Detetive relatou tudo o que acontecera na tarde de domingo.&lt;br /&gt;                                                             * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     Ainda inconformado com a clonagem do seu cartão, o Detetive Steves aproveitou o silêncio e a ausência de seus colegas para acessar o site de Almeidinha e viu que dentro de cinco minutos começaria o show de um belo rapaz, Diego Braga.  Encantado pelos cabelos pretos, corpo moreno e olhos esverdeados do garoto, Steves não exitou. Tirou de sua carteira um outro cartão que possuía, digitou os dados no site e aguardou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Diego Braga nasceu há 20 anos em Salvador. Filho de pais conservadores e católicos que temiam ver o menino frequentando os terreiros da cidade, cedo foi levado, por única e exclusiva vontade dos pais, para um seminário. Lá estudou e aprendeu o que um padre tarado é capaz de fazer com o pinto de um lindo mancebo. E aprendeu também o quanto se pode tirar de um padre quando se é lindo e se tem um pinto. Foi com este aprendizado que ele juntou uma bela de uma grana e, aos 18 anos, saiu do seminário em direção ao aeroporto. Isso depois de conseguir se livrar do padre, que agarrado a ele, chorava desesperadamente e ameaçava se matar se ele fosse embora. O padre só se acalmou quando Diego deu a ele o último presente: o molde em gesso do seu pau ereto que ele mesmo fizera na noite anterior.&lt;br /&gt;Em São Paulo, alugou um apartamento em um flat nos Jardins, o La Genoveva, onde mora até hoje. Acostumado a ganhar dinheiro gozando com o padre, continou ganhando dinheiro transando com padres. O primeiro deles foi de uma igrejinha em um bairro que mais parece uma cidade do interior, mas que não convém dizer qual é para não comprometer o santo. ( É. A igreja tem um nome de um santo, e não de uma santa. Fica aí a pista que pode ser muito importante na resolução deste caso)&lt;br /&gt;Diego chegou lá, no horário da última missa de domingo, e, logo depois que o padre disse tchau para os fiéis, ele continuou  sentadinho, cara de triste, uma ou outra lágrima escorrendo pela face de vez em quando, imagem que comoveu o sacerdote. Daí em diante foi só sucesso. Esse padre indicou pra um, que indicou pra outro e como tudo a vida é boca a boca – literalmente falando, neste caso – Diego continuou sua boa vida. Comprou carro, roupas de grife, perfumes importados e muito mais. Mas, ambicioso como é, não exitou também em ganhar um dinheiro extra no site do Almeidinha, que lhe foi indicado pela sua namorada, a Dinalva, mais conhecida na noite por Sheila.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Steves se masturbava na delegacia vendo o streap tease de Diego, Pimenta e o Detetive Clayton acertaram que o primeiro marcaria um almoço com Sheila e o segundo chegaria, coincidentemente, no restaurante. Nesta hora, Pimenta simularia um mal súbito, iria embora e deixaria os dois pombinhos sozinhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;E enquanto Pimenta e o Detetive Clayton acertaram que o primeiro marcaria um almoço com Sheila e o segundo chegaria, coincidentemente, no restaurante e Pimenta simularia um mal súbito, iria embora e deixaria os dois pombinhos sozinhos, Mariazinha Tico Tico tomava um delicioso suco de acelga em sua casa. Não se passaram dois minutos e ela caiu morta no chão.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-8986882219705190596?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/8986882219705190596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=8986882219705190596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8986882219705190596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8986882219705190596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2010/01/capitulo-vi.html' title='Capítulo VI'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1686953731113906921</id><published>2009-12-17T07:24:00.000-08:00</published><updated>2009-12-17T07:28:58.143-08:00</updated><title type='text'>ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO V</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sheila saiu da TV Mundo abalada com a perda de Franciele, mas no ônibus refletiu sobre a vida, a morte, no quanto a amiga ultimamente reclamava que andava cansada da violência, das enchentes, do aquecimento global, do Fantástico, das novelas, da quitinete na Praça Roosevelt, do síndico, do trânsito, do salário, das dívidas, da falta de amor, do Rafael Neto, do regime, de ter que juntar grana pra pagar o silicone que  havia feito e ainda não tinha terminado de pagar, de trabalhar trabalhar trabalhar e nunca sair da merda em que estava, enfim, no quanto ela estava de saco cheio de tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ponto final, Sheila já estava mais conformada e quando entrou na lan house em frente ao hotel onde estava morando, já havia esquecido definitivamente o assunto. Afinal de contas, amigas vêm e vão e Franciele estava mesmo precisando descansar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Decidida a investir em sua carreira, a nova dançarina de auditório abriu sua caixa de e-mails e pesquisou em sua relação de contatos o endereço eletrônico de Joel Pimenta, jornalista responsável pela coluna De Olho nos Vips, do Jornal Folha de Hoje. Não que ela fosse amiga dele, ela simplesmente roubara o endereço da agenda de Almeidinha, já que Pimenta era cliente assíduo do &lt;a href="http://www.streaptesao.com.br/"&gt;www.streaptesao.com.br&lt;/a&gt;. Foi então, que enviou a ele a seguinte notícia: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;           &lt;em&gt;             A danssarina Cheila, que fez muito suceço com seu corpo rolisso no majistral show de danssa selvagem, dirigido pelo internassionalmente conhecido diretor Almeidinha, é a nova danssarina do Domingô de Tarde. Sua primeira apresentassão será no próssimo domingô. Amanhã ^a noite ela jantará com amigos no Bar da Telma, nos Jardins, onde podera ser fotografáda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Preparado o e-mail, ela anexou uma foto sua que ilustra suas páginas do orkut e facebook e enviou a mensagem confiante na publicação.&lt;br /&gt;                                                           ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pimenta ria sozinho ao ler a mensagem. Aliás, ele ri sozinho várias vezes ao dia, pois o que mais recebe são e-mails de supostas celebridades em busca do estrelato. Fez questão de imprimir o texto e a foto para se divertir com seu amigo com quem almoçaria logo mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pimenta trabalha no Folha de Hoje há dez anos. É um homem carismático, nem feio nem bonito, cerca de quarenta anos. Odeia o que faz, mas faz porque não sabe fazer outra coisa. Seu sonho sempre foi fazer reportagens, daquelas que não existem mais. Mas como nunca conseguiu, vai levando sua coluna do jeito que  sabe: publicando o que  acha interessante e  o que  odeia quando lhe pagam bem – e por fora – para isso. E o pagamento pode ser feito em dinheiro ou em sexo. Por isso, ele sempre é visto em noitadas com lindas mulheres em busca de ascensão social.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha isso!, disse o jornalista para o seu amigo no almoço, ao lhe entregar a cópia do e-mail que recebera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não acredito como alguém pode escrever tão errado desse jeito!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Bem vindo ao mundo das celebridades! E das futilidades!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem é?, perguntou o amigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Uma gostosa que quer fazer sucesso. Acho até que vou publicar uma notinha.... e depois vou comer ela, é claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe quem é?&lt;br /&gt;- Ela mandou a foto! Olha só! É gostosa ou não é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O amigo pegou a foto, olhou e olhou e olhou e olhou novamente! E então olhou e olhou e olhou e olhou novamente, sem pronunciar uma única palavra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que foi?, perguntou Pimenta. É gostosa mas nem tanto! Não precisa ficar mudo desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ainda com a foto nas mãos, o detetive Clayton ficou em dúvida se contava ao amigo que a dançarina da foto era a puta pela qual ele se apaixonara.&lt;br /&gt;** * &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;- Alô! Alô! Alô! Vai falar ou não? Olha aqui, seu filho da puta ou sua vaca, é a quinta vez que tá me ligando hoje e não fala nada. Vai se foder! Se ligar de novo, vou chamar a polícia, tá sacando?, gritou Mariazinha Tico Tico antes de desligar o telefone. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;obs.: assassinatos no estúdio C continua dia 07/01&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1686953731113906921?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1686953731113906921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1686953731113906921' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1686953731113906921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1686953731113906921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/12/assassinatos-no-estudio-c-capitulo-v.html' title='ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO V'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-6332262114208437984</id><published>2009-12-10T09:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T09:57:46.007-08:00</updated><title type='text'>ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO IV</title><content type='html'>Cinco minutos depois que entrou na sala de Rafael Neto, Sheila já estava contratada. Nem precisou mostrar o vídeo book, o que a deixou com certa raiva pelo dinheiro que perdeu e pelo trato que deu e não precisaria ter dado no Almeidinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Muito obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não agradeça. Estou fazendo isso por Franciele. Aliás, é no lugar dela que você vai entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não posso tirar o lugar da minha amiga, respondeu Sheila num impulso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram-se alguns segundos de silêncio, tempo suficiente para ela pensar que não deveria ter dito o que disse. Rafael Neto olhou para ela, olhos tristes e lacrimejantes, caminhou em sua direção, abraçou-a e começou a chorar convulsivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Entendo. Deve ser realmente muito difícil, eu também estou sofrendo, ele disse entre lágrimas e soluços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olha, esquece o que eu disse. Eu fico no lugar dela sim. Ela também ficaria no meu. Amiga também é pra essas coisas, pra ficar uma no lugar do outra quando precisa. Ela não me disse que ia tirar férias, então eu cubro ela e pronto, depois, se você gostar de mim, eu continuo. Não precisa chorar por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Então você não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não sei o que, homem de Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que Franciele morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;No 399° DP, o Detetive Steves esmurrava sua mesa enquanto falava ao telefone com o atendente do cartão de crédito. “Mas isso é um absurdo”, gritava, “eu não gastei esse dinheiro todo, como o meu cartão pode estar bloqueado? Alguém clonou o meu cartão, só pode ser!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ouvir a gritaria, o Detetive Clayton colocou um chumaço de algodão em seu ouvido. Ele olhava fixamente a tela do seu computador, mas sequer enxergava as cartas do jogo de paciência à sua frente. Seu pensamento estava longe. Estava em Sheila. Ele não conseguia entender porque ela ainda não havia ligado para ele. É certo que ele entendeu que ela tirou dinheiro da sua carteira enquanto dormia exatamente para não acordá-lo, o que no seu modo apaixonado de pensar, era uma prova de amor. O que realmente o incomodava era a ausência de uma ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pensamento foi interrompido quando alguém jogou em sua mesa as correspondências do dia.  Clayton pegou os envelopes, foi separando os que não o interessava até se deter um em envelope grande, de cor branca, sem remetente, e envolvido por um papel celofane e uma fita de cetim vermelho. Imediatamente, ele imaginou-se tratar de uma carta de sua amada e o abriu. Dentro dele, apenas uma foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Steves, Steves, vem cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Peraí, Clayton, Só vou finalizar essa ligação aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Clayton olhava para a foto e a foto olhava para Clayton e os dois não conseguiam se entender. Por que alguém haveria de lhe mandar uma foto de uma mesa com um vidro de tempero, uma acelga, uma rúcula, uma chicória, um quiabo e alguns legumes ou tubérculos que ele não conseguia identificar? E por que o vidro de tempero estava assinalado com um X? E qual a razão de uma seta apontar para uma acelga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Puta que pariu Clayton. Clonaram meu cartão, acredita? Mas eu vou te dizer uma coisa... eu vou pegar quem fez isso e jogar no Tietê, ah, se vou! O que é que tu quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; -  Isso é aqui é uma verdura ou um legume?, perguntou Clayton apontando a foto para Steves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Porra, não tá reconhecendo um inhame? Que merda de detetive é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E isso aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Um aipim, caralho! Vê lá hein Clayton.... não marca bobeira não, não deixa o delegado ouvir que você não sabe essas coisas... ele sempre disse que gosta de detetive que tem conhecimento geral. Nunca ouviu ele dizer que pra um policial descobrir um crime ele precisa saber um pouco de tudo? Tu tá mal nessa história de botânica... se liga na botânica, meu irmão, se liga na botânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não enche o saco Steves... desde quando eu preciso saber de inhame pra prender bandido? Agora uma coisa está me intrigando! Por que alguém haveria de me mandar uma foto como essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pra mim, é alguma divulgação de restaurante, concluiu Steves!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pode ser, pode ser... mas que é estranho, é!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-6332262114208437984?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/6332262114208437984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=6332262114208437984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6332262114208437984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6332262114208437984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/12/assassinatos-no-estudio-c-capitulo-iv.html' title='ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO IV'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7540665937254195980</id><published>2009-12-03T05:37:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T05:39:33.460-08:00</updated><title type='text'>ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o dinheiro que roubou da carteira do Detetive Clayton, Sheila resolveu fazer um vídeo book. Nada muito sofisticado. Queria apenas que alguém a gravasse dançando ritmos diversos. Telefonou para Almeidinha, um velhinho de 82 anos muito conhecido no meio da prostituição.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso dizer que ele é, literalmente, um filho da puta. Quando ele nasceu, Rosa Baiana, sua mãe, foi expulsa do puteiro onde trabalhava, lá pros lados da Cidade Baixa, em Salvador. Sem dinheiro e sem teto, ela veio tentar a vida em São Paulo, onde só chegou por solidariedade dos caminhoneiros que lhe deram carona e a comeram nas boléias dos caminhões. Um deles era frequentador do Caverna Molhada, conhecida casa de moças nada finas no centro da cidade. E foi lá que ela ficou com Almeidinha, que de lá só saiu depois de completar 35 anos. Bonito, pele morena, olhos esverdeados e corpo atlético, ele era o xodó das raparigas. Quem o vê hoje, careca, barrigudo, olhos vermelhos de contínuos derrames e com a dentadura que salta à boca sempre que ele fica nervoso, não imagina o galã que outrora foi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aposentado por invalidez aos 55 anos, atualmente Almeidinha completa seu irrisório pagamento do INSS gravando streap tease de garotas e garotos de programa com transmissão direta via internet pelo site streaptesao.com.br.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nota: Contam que a aposentadoria por invalidez de Almeidinha foi mais um de seus muitos golpes. Todos até hoje se perguntam como alguém que nunca teve carteira assinada e sempre viveu de estelionato, roubo de carro, tráfico de drogas e de órgãos, entre outros pequenos crimes, conseguiu se aposentar. Uns dizem que ele falsificou documentos, outros que os envolvidos nos seus crimes eram pessoas muito poderosas, que circulavam pela esfera do poder e que, por medo, o ajudaram. Possivelmente, nunca saberemos.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sistema do streaptesao é muito simples. Os interessados e interessadas entram no site, vêem a agenda de shows, escolhem o horário e pagam R$ 50,00 para terem o acesso liberado na hora marcada. O pagamento só pode ser feito por cartão de crédito, pois Almeidinha também complementa seu rendimento clonando cartões com os dados que obtem no site.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Almeidinha, preciso que você me grave dançando. Quanto fica? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem é?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sheila, porra!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você precisa marcar o dia e a hora que pode fazer o show. Pago 10% do que entrar de receita pro horário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Não quero fazer show. É só me gravar dançando. Depois fazer umas cópias em DVD. Quero levar pra televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Cobro R$ 300,00&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Pago R$ 150,00.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- R$ 200,00 mais quatro boquetes. Um por semana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- R$ 150,00 mais um boquete e um beijo de língua.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Fechado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quando eu posso gravar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vem hoje à noite. Com pagamento adiantado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Combinado. Mas lava bem antes, senão não pago. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sheila desligou o telefone feliz. Sentia que sua vida começava a mudar. Que novos ventos sopravam, inclusive os muito fortes vindos do oceano e que quase a levaram para o meio da rua. Ela segurou-se no orelhão para não ser arrastada e com muita dificuldade conseguiu discar o número de sua melhor amiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Sheila, não posso falar com você agora. Preciso me maquiar. O programa começa daqui a pouco.&lt;br /&gt;- Relaxa, Franciele. É um segundo. Hoje vou fazer meu video book. Me fala pra quem eu posso entregar aí na TV! Quero dançar no Domingo de Tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Quem contrata é o Tavares, o diretor. Mas ele só contrata quem o Rafael Neto indicar. É o diretor artístico da emissora! Mas tem que dar pra ele, senão não rola. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Isso é fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Liga pra ele amanhã. Diz que é minha amiga. Ele vai te atender. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sheila agradeceu sem supor que seria a última conversa com a amiga. Depois pegou o metrô, desceu na Estação República e foi caminhando feliz até a Rio Branco onde pretendia encontrar um hotel para passar a noite. No caminho, lembrou de parar em uma farmácia para comprar Listerine, que lhe seria muito útil depois de praticar o pagamento no Almeidinha. E foi às cinco da tarde de segunda-feira que ela se viu na sala de espera de Rafael Neto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-7540665937254195980?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/7540665937254195980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7540665937254195980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7540665937254195980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7540665937254195980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/12/assassinatos-no-estudio-c-capitulo-iii.html' title='ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO III'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-8278599586189411181</id><published>2009-11-26T06:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T06:56:33.780-08:00</updated><title type='text'>ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando Duda Maia percebeu que o roxo de Franciele era um roxo de morte, pediu um close do cãmera e anunciou para o telespectador: &lt;em&gt;São exatamente 15h14 e vocês acabaram de ver uma propaganda ao vivo da nova atração de nossa emissora, o reality show Mal Súbito. Em Mal Súbito, vocês irão acompanhar situações reais de pessoas que passam mal nos momentos mais inconvenientes possíveis e como elas são socorridas. Em breve, na gloriosa TV Mundo. Nossos comerciais, por favor!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nem bem os comerciais entraram no ar, as dançarinas aglomeraram-se em volta de Franciele e perceberam que ela estava morta. Desespero geral. O diretor correu em direção à Duda Maia e gritou emocionado: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Genial Duda! Você acaba de criar o programa do século. Mal Súbito será  o sucesso da próxima temporada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Você acha mesmo, Tavares?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Já estou vendo os números do ibope. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E os dois começaram a trocar idéias sobre o formato do programa, se ele iria ao ar de dia ou à noite e definiram que o programa poderia ter entradas inconvenientes durante o horário da novela das nove. A conversa foi adiada quando alguém os lembrou que os comerciais estavam para acabar e que era preciso resolver o que fazer com o corpo. Tavares pensou um pouco, mas como não havia mais tempo, pediu para que dois contra-regras levassem Franciele para o camarim 5 e o programa voltou ao ar. Alguns telespectadores perceberam as maquiagens borradas das dançarinas, pois a emissora recebeu pelo menos uma centena de e-mails elogiando a veracidade da propaganda ao vivo e aplaudindo a iniciativa do novo programa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Obs.: No final do ano, a emissora ganharia o prêmio de inovação em propaganda e em maquiagem artística, oferecido pela revista Conosco.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Franciele ficou deitadinho no sofá do camarim 5 até o final do Domingo de Tarde. Como todos sabiam que a pobre não tinha família, pois era filha única de pais mortos que eram filhos únicos de pais também mortos, a direção da emissora decidiu evitar polêmicas e pediu ao médico do trabalho que estava de plantão naquela tarde que providenciasse um atestado de óbito que eles cuidariam do resto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não posso fazer isso sem saber a causa mortis, reclamou o Dr. Pedro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Uma das dançarinas disse que ela tinha o hábito de chupar halls de menta enquanto dançava. Ela morreu disso. De halls. De engasgo, respondeu o diretor artístico, Rafael Neto, que no seu íntimo lamentava a morte de Franciele, com quem já havia passado noites inesquecíveis de sexo, cocaína e axé music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Engasgo não dá! Posso por infarto? -, perguntou o Dr. Pedro.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; - Pode. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim Franciele foi enterrada na segunda-feira de manhã no cemitério de Vila Cachoeirinha, em um túmulo da família de uma dançarina do programa, a Mariazinha Tico-Tico, também conhecida como Mulher Acelga.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tavares, Rafael Neto e Duda Maia não puderam comparecer, pois estavam em uma reunião na TV Mundo decidindo quando estrearia o programa Mal Súbito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao enterro, compareceram a Mariazinha e as demais dançarinas: Luciele, Carla Maria, Rosinha Chocolate, Dorinha do Bem-Bom e Patricinha Quebra-Quebra, respectivamente as Mulheres Aipim, Inhame, Rúcula, Chicória e Quiabo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Que tristeza” -, lamentou Rosinha Chocolate. “Ela estava tão feliz com o silicone que havia colocado!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu adorei. Os seios dela ficaram perfeitos. Alguém sabe onde ela colocou o silicone?” -, perguntou Carla Maria, que pretendia deixar os seios iguais aos de Franciele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Ela fez onde eu fiz. Eu que indiquei pra ela”, respondeu orgulhosa a Patricinha Quebra-Quebra. “Na casa da Paulete Blue!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paulete Blue foi uma dançarina de auditório muito famosa. Era presença obrigatória em todas as festas da cidade. Não porque ela fosse diferente das demais, ela apenas dava mais do que as demais. E não era difícil ela sair das festas completamente bêbada. Como os fotógrafos sabiam que quando isso acontecia ela costumava voltar para casa a pé e doar todas as suas roupas para os mendigos que encontrava pelo caminho, ela sempre se tornava manchete. Mas numa dessas noites, quis o destino que ela tropeçasse num bueiro sem tampa e torcesse o pé de tal maneira que ela ficou manca, e por isso, não pôde mais dançar, o que a abalou emocionalmente. Dizem que ela prometeu que só voltaria a transar no dia em que deixasse de ser manca. Sem transas, sem festas. Sem festas, esquecimento. Sem dinheiro e sem trabalho, ela foi dividir um apartamento com Michele Fortuna, um travesti que vivia de shows e da aplicação de silicones. E foi com Michele que ela aprendeu o ofício. Tornaram-se sócias. Quando Michele morreu atropelada acidentalmente por um jogador de futebol, ela assumiu a clínica, que até hoje funciona em um quarto do seu apartamento na Amaral Gurgel. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de muito conversarem sobre o assunto – do silicone, não da morte – chegou a hora de enterrar Franciele. Silenciosas, elas foram percorrendo as alamedas do cemitério em direção ao túmulo, onde jazia a inscrição: Dancei na Vida. Estavam tão tristes e entretidas nos seus pensamentos que se assustaram quando Dorinha do Bem-Bom gritou estarrecida:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- “Meus Deus, agora que me lembrei”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ela contou que um pouco antes do início do programa, ela viu Franciele atender uma ligação em seu celular e ter ficado muito nervosa com a conversa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Eu lembro que ela disse assim: você está me ameaçando? E depois disse: Alô. Alô. Alô. Vá se foder! Aí ela desligou!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todas se olharam assustadas e começaram a falar ao mesmo tempo, que isso era muito sério, que ela podia estar sendo ameaçada, que elas precisavam saber se ela ligou ou recebeu a ligação e com quem ela falou. Foram interrompidas pelo coveiro, que pediu para eles conversarem depois. “ Pô, moças, eu tenho mais cinco covas pra abrir até o meio-dia. Colaborem!”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante do suplicante pedido, decidiram enterrar a amiga e depois procurar o celular que há muito já estava submerso nas águas do rio Tiête.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-8278599586189411181?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/8278599586189411181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=8278599586189411181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8278599586189411181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8278599586189411181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/11/assassinatos-no-estudio-c-capitulo-ii.html' title='ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO II'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-4253835928757743745</id><published>2009-11-22T09:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T09:28:33.311-08:00</updated><title type='text'>ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É domingo. Típico domingo chuvoso em São Paulo, ruas quase vazias, tédio estampado no rosto das pessoas. Em um apartamento no 23° andar do Flat La Genoveva, localizado nas imediações dos Jardins, o detetive Clayton dorme em sono profundo. Passara a noite anterior em claro, trabalhando em uma operação denominada Urubu Tem Rabo, cujo objetivo foi o fechamento das casas de prostituição da Baixa Augusta. O nome da operação, um tanto estranho para alguns, foi escolhido pelos integrantes de sua equipe do 399° DP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Uma homenagem às putas, todas horrorosas, mas com bundas de encher os olhos, disse o Detetive Steves, Steves assim mesmo, sem o E inicial. Não que ele gostasse das bundas das putas, pois normalmente ele se satisfazia com os pintos dos putos, mas como não queria compartilhar suas preferências com seus colegas, dizia coisas que todo enrustido diz, mas que quase ninguém acredita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao Detetive Clayton. Passava do meio-dia quando ele retornou para seu flat. Quem o conhece, sabe que é um policial de coração mole. E como tal, passou a manhã tentanto encontrar abrigo para quatro prostitutas que ficaram sem casa para morar. Duas ele deixou na casa da Dona Vitória, velha cafetina muito conhecida da polícia por oferecer noites gratuitas de prazer aos defensores da lei em troca do silêncio e da manutenção de sua atividade profissional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A terceira ele deixou na casa de Amelinha, sua tia avó de 88 anos, cega e surda, que insistia em morar sozinha. Sozinha propriamente não, já que ela tinha um cão guia que a acompanhava por todos os lugares e uma diarista que fazia os serviços domésticos todas às sextas-feiras. Para a tia, ele disse se tratar de uma amiga que perdera o emprego e fora despejada. Nenhuma mentira. Para a moça, pediu apenas que ela não fizesse programas no dia da diarista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Nos demais dias não haverá problema, pois a tia Amelinha não enxerga e não escuta nada mesmo”, ressaltou antes de ir embora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contei tudo isso para chegar na quarta moça, a Dinalva, mais conhecida na noite por Sheila . Com cabelos longos quase loiros, olhos azuis quase hipnotizantes, seios quase naturais, bunda quase na medida exata e uma voz triste, que de triste não tinha nada pois ela sabia enganar muito bem, Sheila conquistara o detetive. Ele a convidou para ir ao seu Flat, ela aceitou, mas antes pediu que ele lhe pagasse um café, pois estava com muita fome. E foi lá na Galeria dos Pães, na Rua Estados Unidos, que eles conversaram e ela lhe disse que seu grande sonho era ser uma dançarina de programa de auditório. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa revelação conquistou-o definitivamente. Viu nesse desejo uma pureza, uma ingenuidade, uma paquita que poderia ter sido mas não foi e que este fato, aliado à outras desgraças pessoais, a levou à prostituição, o que o deixou profundamente comovido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como agora o que eles conversaram não interessa – talvez venha a interessar um pouco mais adiante – vou resumir os fatos. Ele pagou a conta, eles foram para o flat, ela deu para ele, ele acendeu um cigarro depois, ela foi para o banho, ele ligou a TV e dormiu. Dormiu tão intensamente que não percebeu quando Sheila foi embora depois de recolher uma boa quantia em dinheiro de sua carteira. Nem tampouco ouviu o início do Programa Domingo de Tarde, típico programa de auditório exibido diretamente do estúdio C pela TV Mundo, líder de audiência no horário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos no ar, o Domingo de Tarde não é nada diferente do que os seus concorrentes. Possui quadros melodramáticos, calouros desafinados, atrações que podem ser vistas em qualquer rua do centro da cidade e, claro, dançarinas ao fundo fazendo coreografias que mais parecem rituais de ovulação e fecundidade. E exatamente às 15h13, Franciele, a mais antiga dançarina do programa, conhecida como Mulher Tempero, colocou a mão em seu pescoço como se estivesse sem ar e foi ficando primeiro vermelha, depois azul, para terminar completamente roxa. Duda Maia, o apresentador, viu em seu monitor a cor da dançarina, reclamou no ar que a equipe de edição estava brincando com o novo equipamento de efeitos especiais comprado pela emissora, que isso não era possível, que se alguém quisesse brincar que não fosse no programa dele, o diretor começou a dar um esporro na frente do auditório, a dançarina do lado que tinha visto que a cor era de verdade e não de efeito tentou avisar mas por causa do susto a voz não saía, e foi no meio dessa confusão toda que Franciele caiu morta no chão. Neste exato instante, o Detetive Clayton roncou mais alto! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-4253835928757743745?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/4253835928757743745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=4253835928757743745' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4253835928757743745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4253835928757743745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/11/assassinatos-no-estudio-c-capitulo-1.html' title='ASSASSINATOS NO ESTÚDIO C - CAPÍTULO 1'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7537630216736430776</id><published>2009-09-14T18:50:00.001-07:00</published><updated>2009-09-14T18:50:38.786-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem passei a noite toda na varanda. Lendo. Olhando a lua. Olhando as luzes que pouco a pouco iam desaparecendo. A cidade toda na minha frente e nada perto de mim. Só as palavras. Do livro. E as tuas. Que de vez em quando pareciam vir juntas com o vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-7537630216736430776?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/7537630216736430776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7537630216736430776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7537630216736430776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7537630216736430776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/09/ontem-passei-noite-toda-na-varanda.html' title=''/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1805556917071908492</id><published>2009-08-24T13:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T13:22:04.876-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-61136e5a9648187c" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" 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type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3360885357822877168' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3360885357822877168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3360885357822877168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/07/clarice-linspector.html' title='Clarice Lispector'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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Quando começamos os ensaios, mesmo já existindo um texto pronto, sabíamos que ele não estava fechado. A proposta era exatamente a de estar aberto a mudanças, a novas idéias vindas de todos os envolvidos no processo. Confesso que no início não foi fácil para mim.&lt;br /&gt;O desapego não é fácil.&lt;br /&gt;Mas hoje, depois de acalorados debates e trocas de idéias, percebo o quanto é bom trabalhar com pessoas disponíveis, motivadas, interessadas, inteligentes e sensíveis.&lt;br /&gt;O texto está mais rico, a encenação está diferente de tudo o que eu e o Flávio Faustinoni, &lt;em&gt;meu diretor&lt;/em&gt; e parceiro de outros trabalhos, fizemos até hoje. E cada vez mais percebo que estar ao lado, produzir, acompanhar cada etapa do processo, é fundamental para mim. Afinal, o ato de escrever é muito solitário e eu preciso, definitivamente, das pessoas.&lt;br /&gt;É maravilhoso ver a peça se construir aos poucos diante de nossas certezas e indecisões, de nossos olhares ternos e aflitos, da emoção que aflora em todos quando uma imagem se constroi. E hoje, especialmente, a emoção tomou conta de mim.  Tenho um carinho muito especial por &lt;em&gt;Fogos no Céu de Meia Noite, &lt;/em&gt;um dos três textos que compõem o espetáculo. Ao ouvir um trecho da música composta pelo Flávio para este texto e saber como essa história será contada, chorei. Um choro pra dentro, sem lágrimas, sem que ninguém percebesse. Um choro de quem sabe que está rodeado por anjos, no palco e na vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1695643896174019895?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1695643896174019895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1695643896174019895' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1695643896174019895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1695643896174019895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/07/frames.html' title='Frames'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-2762735979353558135</id><published>2009-07-04T21:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T16:41:06.159-07:00</updated><title type='text'>TEMPO QUE PASSA.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Já vivi mais da metade dos anos que viverei daqui pra frente". Li esta frase há uns dois anos em um texto de um autor cujo nome não me lembro ( ah, a idade) e ela ficou gravada em minha memória. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, não sei porque, ela bateu forte dentro de mim. Talvez por já estar com 45 anos e ter a certeza absoluta de que vivi mais da metade da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não chegarei aos 90.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero chegar aos 90.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por ter esta certeza dentro de mim, me encontro em um momento extremamente reflexivo.  Penso no que deixei pra trás, no que ainda virá, nos amigos que se foram, nos que compartilham a minha vida e nos outros que estão por vir, no amor do presente e nos amores do passado e do futuro, nas palavras que escrevi e naquelas que surgirão no momento certo e ainda serei capaz de digitar ou pronunciar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que ainda tenho muito para fazer e a dizer mas o tempo, com certeza, não permitirá que eu concretize tudo. Então, pelo menos, que eu consiga fazer o melhor no que farei daqui pra frente. Que minhas palavras sejam menos duras, as minhas mágoas e meus rancores cada vez mais ausentes, meus amigos mais verdadeiros, meus amores mais serenos. Pois como já escreveu Mário Quintana, "quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-2762735979353558135?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/2762735979353558135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=2762735979353558135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2762735979353558135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2762735979353558135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/07/tempo-que-passa.html' title='TEMPO QUE PASSA.'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-2170769547680021950</id><published>2009-06-30T16:46:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T16:50:56.489-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tá uma noite linda lá fora. Quente. Acolhedora. Noite pra esperar amanhecer.  Mas por mais que ela me convide, não tenho vontade de estar lá, com ela. Tô aqui tomando uma cerveja comigo, ouvindo música e pensando na remota possibilidade de você ligar e dizer oi, eu quero falar com você. E então eu desmarcaria o que quer que fosse, pois o que quer que fosse não teria mais a menor importância,  o calor de nossas almas nos envolveria e um acolheria o outro em sua vida.&lt;br /&gt;Mas a merda é saber que isso pode acontecer somente quando a gente já tiver se perdido, quando os números de celular que cada um tem em sua agenda já não forem mais os mesmos, quando por mais que a gente queira se encontrar, a vida não vai dar outra chance.&lt;br /&gt;A certeza da dúvida é o que mais me angustia. E enquanto a angústia não passa, eu tomo uma cerveja comigo, ouço música e  escrevo pra você ler um dia, se tudo ou nada acontecer, que tá uma noite linda lá fora. Quente. Acolhedora. Noite pra esperar você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-2170769547680021950?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/2170769547680021950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=2170769547680021950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2170769547680021950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2170769547680021950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/06/ta-uma-noite-linda-la-fora.html' title=''/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-3558617770984122797</id><published>2009-06-30T16:44:00.001-07:00</published><updated>2009-06-30T16:44:21.992-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta seria: ''Porque era ele, porque era eu.''&lt;br /&gt;Montaigne&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-3558617770984122797?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/3558617770984122797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3558617770984122797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3558617770984122797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3558617770984122797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/06/se-me-obrigassem-dizer-porque-o-amava.html' title=''/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-4279195429641749628</id><published>2009-06-20T16:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T16:30:31.420-07:00</updated><title type='text'>Frames</title><content type='html'>Meu texto mais recente, com direção de Flávio Faustinoni, estreia dia 22 de agosto, no Instituto Capobianco - Teatro da Memória.&lt;br /&gt;Frames reúne três textos curtos sobre as urgências e impossibilidades da vida:  Fogos no Céu de Meia Dia, Lâmpadas e Ovos Quebram e Fogos no Céu de Meia Noite.&lt;br /&gt;No elenco, Carmela Paglioli, Mari Nogueira, Rodolfo Arantes ( que também estão no elenco de Depois de Tudo), Daniela Mustafci, Márcio Branco e Flávio Faustinoni.&lt;br /&gt;Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-4279195429641749628?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/4279195429641749628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=4279195429641749628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4279195429641749628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4279195429641749628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/06/frames.html' title='Frames'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1038697709721530593</id><published>2009-06-02T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T20:23:51.239-07:00</updated><title type='text'>DOIS IRMÃOS</title><content type='html'>Com certeza, todo mundo conhece uma história que envolva dois ou mais irmãos brigando e se odiando pelos motivos mais aburdos possíveis, de um ciúme destruidor que nasce na infãncia e cresce assustadoramente ao longo dos anos à disputa por bens de família. Filmes, reportagens, peças e livros também costumam retratar o acerto de contas entre eles após o reencontro depois de uma separação desejada ou morte dos pais. Mas na existênca do amor pouco se fala. Natural em se tratando de um país onde a imprensa vive do lado trágico da vida e as pessoas preferem ouvir e falar do ruim no lugar do bom.&lt;br /&gt;Pois bem, eu quero falar exatamente sobre a existência de um amor, intenso e incondional entre dois irmãos. Não vou entrar no mérito dos nomes, pois a história não é minha. Basta dizer que ele, meu amigo, é um jovem e talentoso ator de São Paulo e ela, que não conheço, trancou a faculdade de cinema para estudar na Austrália. Talvez por ter perdido a minha irmã, que se foi muito jovem para o andar de cima, eu me comova demasiadamente ao ver o quanto dói em meu amigo, a ausência causada pela distância. Ao falar dela, seus olhos brilham de amor e de saudade. Ao ouvir a sua voz ao telefone, a dele embarga de emoção. A sensação que se tem é que eles são únicos, indivisíveis.&lt;br /&gt;Creio que ambos, mesmo unidos por aquele fio invísivel do amor, devem contar os dias, as horas, os minutos que faltam para o reencontro tão esperado.&lt;br /&gt;Torço por eles. Torço para que o tempo passe mais rápido, que a vida intensifique este sentimento e que eles possam compartilhar muitas alegrias e ao mesmo tempo inspirar, em outras famílias, amores que se diluíram por ressentimentos, partilhas e desavenças. É o mínimo que posso dizer a estes dois irmãos que se amam tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1038697709721530593?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1038697709721530593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1038697709721530593' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1038697709721530593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1038697709721530593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/06/dois-irmaos.html' title='DOIS IRMÃOS'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-6497782836641462256</id><published>2009-05-24T19:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T19:08:59.450-07:00</updated><title type='text'>Vai entender a crítica.</title><content type='html'>Vou ser breve.&lt;br /&gt;Ontem assisti Mediano.&lt;br /&gt;Hoje eu li a crítica da peça na Folha de São Paulo.&lt;br /&gt;Conclusão: eu e o crítico assistimos a dois espetáculos diferentes.&lt;br /&gt;Tanto que no final da crítica  consta o endereço de outro teatro.&lt;br /&gt;Como eventualmente temos em cartaz vários vestidos ou afogados, talvez tenha dois Medianos e eu não saiba.&lt;br /&gt;O que eu sei é que o Mediano que assisti é muito bom.&lt;br /&gt;E está no Sesc Pinheiros. Não no Viga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-6497782836641462256?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/6497782836641462256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=6497782836641462256' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6497782836641462256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/6497782836641462256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/05/vai-entender-critica.html' title='Vai entender a crítica.'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-2632586828724427724</id><published>2009-05-04T20:44:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T20:45:16.681-07:00</updated><title type='text'>DEPOIS DE TUDO</title><content type='html'>Depois de Tudo terminou temporada no Pyndorama, mas segue adiante.&lt;br /&gt;Dia 09 estaremos em Barueri  e dia 16 em Piedade. E logo mais, novas agendas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-2632586828724427724?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/2632586828724427724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=2632586828724427724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2632586828724427724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/2632586828724427724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/05/depois-de-tudo.html' title='DEPOIS DE TUDO'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1266483533926237667</id><published>2009-04-29T20:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T20:56:38.479-07:00</updated><title type='text'>BOTA FORA</title><content type='html'>Tem uns dias que não escrevo no blog. Tenho me dedicado à nova peça, cujo título provisório tornou-se definitivo: BOTA FORA.&lt;br /&gt;A história se passa em uma única noite, no bota fora do apartamento de Daniel, ator em momento de questionamento de sua profissão. Com ele estão mais três amigos: Camila, sua ex-namorada, professora de inglês à procura de alunos, que acaba de chegar de uma temporada de três anos em Nova Iorque, de onde saiu por causa da crise; Felipe, produtor teatral, responsável pela realização de grandes sucessos comerciais, mas sempre infeliz no amor por nunca ter acertado em suas escolhas, entre elas Tiago, prestes a embarcar para Nova Iorque em busca de uma nova vida.&lt;br /&gt;Uma noite cercada bebida, pela maconha, pela cocaína e pela crise que afeta o mundo e transforma suas vidas. Uma peça sobre despedidas, finais de ciclos, desencontros, amores terminados e outros nem começados.&lt;br /&gt;Enfim, uma peça que tá mexendo muito comigo e que, por isso, faço questão de compartilhar alguns trechinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMILA: Eu adoraria morar em um lugar assim. Em Nova Iorque, meu sonho era morar num daqueles prédios que ficam em volta do Central Park. Você acredita que nos três anos que fiquei lá, a única vez que consegui entrar num apartamento daqueles foi numa festa que um amigo meu me levou no final do ano passado? Era uma puta cobertura de um milionário. Eu tava tão bêbada, tão louca de tanta maconha que a gente já tinha fumado, que quando eu cheguei lá em cima, eu fui correndo pra sacada! Tava um frio, mas um frio, um vento gelado daquele de doer, aí eu olhei pra baixo, praquela puta vista do caralho e comecei a chorar! Eu queria saltar Dani, mas não pra me matar. O que eu tava pensando na hora é que o pó que tavam cheirando na sala poderia ser aquele que fazia a Wendy do Peter Pan voar, como é mesmo o nome daquele pozinho mágico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;CAMILA: O milionário que te falei, o do apartamento, esse quis dar uma de Wendy de verdade, mas sem o pó. Se jogou do trigésimo oitavo andar da sua financeira no final do ano passado. Faliu, coitado. Pode alguém se matar por causa de grana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL: Quando alguém desiste, qualquer coisa é motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMILA; Você tá triste, Dani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL: Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;CAMILA: Pára com isso. Nossa história já acabou faz tempo. Por sua causa ela acabou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL: Não acabou não. Ela tá lá, parada no tempo, no exato instante da minha indecisão. Ela teria acabado se eu tivesse te ligado e ouvido de você que você iria de qualquer jeito, que nada faria você mudar de idéia. Mas eu fiquei aqui, segurando o telefone na mão, com medo de ouvir essa resposta. Que poderia ter sido outra. E é por isso que eu não consigo zerar tudo isso. Porque há três anos eu convivo com esse maldito “se”. Porra, por que eu não consigo ser objetivo na bosta da minha vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;FELIPE: Ele continua não me entendendo Camila. Há dez anos que eu conheço o Daniel e há dez anos ele não me entende. (para Daniel) Eu não estou falando só de grana. Estou falando de todas as crises, a emocional, a intelectual, espiritual, sexual. Tem tanta gente pirando aí fora que não vai ter laboratório farmacêutico que dê conta de tanto antidepressivo. E se der, as pessoas não vão ter dinheiro pra comprar. Tá tudo uma merda ou não está?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;CAMILA: Eu deveria ter ligado sim. Conversado. Mas eu também dei minha parcela de contribuição pra nossa amizade acabar. Entrei na mesma &lt;em&gt;vibe&lt;/em&gt;, o que eu podia fazer? Fiz a mesma coisa quando ela se arrependeu e começou a me ligar. Pelo menos eu acho que se arrependeu. Deixei de atender ligações, não retornei recados, e aí a gente foi esquecendo que um dia trocamos histórias de vida como quem troca de figurinha. Que saco! As pessoas só deveriam ir embora da vida da outra de comum acordo, não assim, não desse jeito. Outro dia eu a vi, na rua, do outro lado da calçada. Me deu uma vontade enorme de chamar, mas pra que? Seria mais triste perguntar como ela estava, o que andava fazendo da vida, ou dizer &lt;em&gt;que saudades&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;a gente se vê&lt;/em&gt;, do que continuar andando. Tem coisas que a gente tem que deixar guardadas, como se fizessem parte de um filme lindo que a gente revê de vez em quando. Definitivamente, eu não sei lidar com as perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;CAMILA: ... eu não sei porque mas naquela hora eu senti que o seu tchau tinha sido adeus, que o &lt;em&gt;a gente se fala&lt;/em&gt; como se no dia seguinte a gente fosse dar bom dia um pro outro, ou nos encontrar à noite, nos abraçar na madrugada, foi um &lt;em&gt;não vou atender mais se você ligar&lt;/em&gt;. E eu tava certa, não tava? Você  se afastou de repente, terminou nossa história no silêncio e ainda me pergunta porque a gente acabou. Eu nunca soube o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL: Me desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMILA: Agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL: Sou eu. Eu não consigo ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMIlA: Eu sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1266483533926237667?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1266483533926237667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1266483533926237667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1266483533926237667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1266483533926237667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/bota-fora.html' title='BOTA FORA'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-5907833579055066099</id><published>2009-04-10T21:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-10T21:37:50.545-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se em certa altura  tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se em certo momento  tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se em certa conversa  tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Se tudo isso tivesse sido assim,  seria outro hoje, e talvez o universo inteiro  seria insensivelmente levado a ser outro também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Álvaro de Campos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-5907833579055066099?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/5907833579055066099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=5907833579055066099' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/5907833579055066099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/5907833579055066099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/se-em-certa-altura-tivesse-voltado-para.html' title=''/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-4657005415420438681</id><published>2009-04-09T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-04-09T12:54:06.400-07:00</updated><title type='text'>INCERTEZA</title><content type='html'>Minha alegria está guardada no passado.&lt;br /&gt;Ou me esperando no futuro, não sei.&lt;br /&gt;Agora é só agonia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-4657005415420438681?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/4657005415420438681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=4657005415420438681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4657005415420438681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/4657005415420438681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/incerteza.html' title='INCERTEZA'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7106273636517000016</id><published>2009-04-08T13:08:00.001-07:00</published><updated>2009-04-08T13:12:43.440-07:00</updated><title type='text'>FRAMES</title><content type='html'>Na próxima quarta-feira começam os ensaios de Frames, peça que escrevi no ano passado e que reúne três textos curtos sobre as impossibilidades da vida: Fogos no Céu de Meio-Dia, Lâmpadas e Ovos Quebram e Fogos no Céu de Meia-Noite.  No elenco, Mari Nogueira, Carmela Paglioli, Rodolfo Arantes, Flávio Faustinoni, Camila Rafanti e mais um ator ainda a confirmar.&lt;br /&gt;A direção também será do Flávio, que está cheio de idéias geniais para o espetáculo.&lt;br /&gt;Estou feliz  pela montagem e pela possibilidade de reunir profissionais tão talentosos e pessoas extremamente importantes na minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-7106273636517000016?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/7106273636517000016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7106273636517000016' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7106273636517000016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7106273636517000016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/frames.html' title='FRAMES'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-3896321127318988109</id><published>2009-04-06T20:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T13:13:49.424-07:00</updated><title type='text'>SAX QUE NADA!</title><content type='html'>Av. Paulista. Sete da noite. Gente apressada de um lado pro outro. Encostado em um muro próximo ao prédio do SESI, um homem toca sax. Ninguém o vê. Ninguém ouve a música que ele toca. Nenhuma moeda é deixada na caixa quase vazia aos seus pés. Também pudera, o cara toca mal pra caralho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-3896321127318988109?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/3896321127318988109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3896321127318988109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3896321127318988109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3896321127318988109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/av.html' title='SAX QUE NADA!'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1687777471889416203</id><published>2009-04-01T15:47:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T07:04:43.970-07:00</updated><title type='text'>SE ESTA RUA, SE ESTA RUA FOSSE MINHA...</title><content type='html'>Hoje, por conta de uma consulta médica, fui à Mirandópolis, bairro classe média entre a Vila Mariana e a Saúde, onde passei minha infância. Há um bom tempo não ia para aqueles lados e como cheguei com certa antecedência, parei o carro e resolvi caminhar calmamente pela rua onde morei ao invés de ficar lendo revista na sala de espera do consultório.&lt;br /&gt;Quase nada mudou. Nenhuma casa foi derrubada para virar prédio. Elas continuam lá, iguaizinhas às que ainda tenho na memória. Com certa nostalgia, que me acompanha nos últimos tempos, passei em frente à casa da Dona Ofélia, de onde roubávamos mamona para realizarmos combates memoráveis no quintal de nossa casa. Reparei que a “venda” de seu Antônio, que vendia tudo muito mais caro que os outros lugares, virou oficina mecânica, que a papelaria não existe mais e que a mercearia da esquina, cujo dono não lembro o nome, continua lá, do mesmo jeito que antes. Era lá que a minha mãe tinha a caderneta onde eram anotadas as compras diárias pagas somente no final do mês.&lt;br /&gt;A casa onde morei, agora é uma imobiliária. Parei diante dela e em questão de segundos lembrei-me de tantas coisas que pareciam esquecidas no tempo ou apagadas pela memória que até me assustei. E foi então que me vi ainda menino pulando a janela do quarto que dá para o jardim para depois sair correndo para brincar na rua sem a autorização do meu pai. Lembrei-me dos dias de feira, quando colocava na calçada dezenas de gibis velhos que eu tentava vender para quem passasse. Vez ou outra eu vendia um e o dinheiro ganho reaplicava em gibis novos e na revista Recreio, que comprava todas as semanas. Percorri, na minha memória, cada cômodo da casa, senti o cheio do café passado no coador de pano, revivi a alegria do nascimento da minha irmã, achei, debaixo da minha cama, a caixa onde escondia doces e chocolates do meu irmão, reencontrei primos que há muito não vejo e brinquei de escorregar descalço no quintal em dias de chuva.&lt;br /&gt;Caminhei com minhas memórias até o carro e dei uma última olhada na casa antes de seguir caminho, e mais uma vez me vi ali, com meus seis ou sete anos, dando um tchau pela janela, exatamente como eu fazia quando minha mãe saía. Mas hoje, quase quarenta anos depois, o tchau foi para mim. Eu acenei, sorrimos um para o outro e nos despedimos, felizes pelo reencontro que o tempo nos proporcionou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1687777471889416203?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1687777471889416203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1687777471889416203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1687777471889416203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1687777471889416203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/04/se-esta-rua-se-esta-rua-fosse-minha.html' title='SE ESTA RUA, SE ESTA RUA FOSSE MINHA...'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-897222738032957252</id><published>2009-03-27T21:42:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T05:49:14.973-07:00</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DE FAMÍLIA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escrever a história do meu avô me fez lembrar de outras histórias de família.&lt;br /&gt;Uma delas foi a da minha avó paterna, Elisa. Ela ficou viúva um pouco antes de eu nascer e desde então passou a morar com meus pais. Era viciada em loterias e na igreja.&lt;br /&gt;Dizia ela – o que nunca acreditei – que assim que nasceu seu quarto e último filho, nunca mais teve relações sexuais com meu avô. Queria dedicar-se unicamente à igreja, onde ia quase que diariamente rezar e, possivelmente, conversar com outras amigas beatas sobre as últimas novidades do bairro. Certa vez ela ganhou na loteria e investiu todo o dinheiro ganho em sua candidatura à vereadora. Os votos foram tão poucos que logo ela se deu conta que nem as comadres da igreja haviam votado nela. Brigou com todas elas e foi rezar em outra paróquia.&lt;br /&gt;Se ela realmente praticou a abstinência sexual, aos 80 anos o desejo sagradamente recolhido deu lugar a sonhos eróticos com o Ronnie Von – sim, ela nos contava isso - e lembranças de suas aventuras. Até onde sei, ela foi casada duas vezes e saiu virgem do primeiro casamento, pois o marido adoeceu logo após o matrimônio e morreu uma semana depois. “Em compensação, o seu avô, na noite de núpcias, me fez seis vezes”. Sim, ela também nos contava isso.&lt;br /&gt;Diferentemente dela, minha tia Iara, irmã de minha avó por parte de mãe, era extremamente moralista. Não deixava meu tio ver televisão, pois nela só havia mulheres seminuas. Ele só podia ligar a TV diante de sua cerrada vigilância. Não escondia suas retrógradas opiniões de ninguém e fazia questão de dizer que as mulheres que usavam biquinis eram prostitutas, mesmo estando diante de suas sobrinhas que usavam biquinis. Nacionalista radical, só ouvia música sertaneja, que fazia questão de cantarolar quando eu, ainda criança, ia tomar lanches deliciosos em sua casa no Tremembé. Só depois que ela morreu, soube que seu verdadeiro nome era Ubalda, o que ela escondeu de todos nós. Com toda a razão.&lt;br /&gt;Lembrei-me também do meu tio Bonifácio, que me fez comer rã pensando que era frango, do tio Mário, que morreu sem nenhuma lembrança de vida, da Tia Cora e sua invejável alegria de viver, do Tio Carlos, que casou-se com uma prostituta e depois caiu na bandidagem e do tio Otto, oficial da aeronática que perdia todo o seu dinheiro no jóquei. E em meio a todas estas lembranças, veio em minha mente a imagem de minha irmã Laura, com seus cabelos castanhos compridos e olhos azuis profundos. Vítima de fibrose cística, ela morreu aos 20 anos. Passou sua vida lutando contra a doença, mas quem a via pela primeira vez, sequer imaginava que ela sofria de algum mal, tamanha sua alegria e resignação. Um pouco antes, como que já sabendo que o inevitável se aproximava, quis terminar o namoro que já durava quase dois anos. Não queria ver o namorado sofrer mais do que ele já havia sofrido ao ver a vida terminando. Pedido negado. Ele ficou ao lado dela até o fim! Ainda passou um tempo visitando meus pais até que um dia foi seguir sua vida. Gostaria de saber por onde anda! Quem sabe um dia a gente não se encontre por aí e lembre, com uma saudade feliz, aqueles dias de namoro já tão distantes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-897222738032957252?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/897222738032957252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=897222738032957252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/897222738032957252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/897222738032957252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/historias-de-familia.html' title='HISTÓRIAS DE FAMÍLIA'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-1171858911648573471</id><published>2009-03-22T11:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T20:57:57.661-07:00</updated><title type='text'>ENTRE DOIS AMORES</title><content type='html'>Meu avô amou minha avó. E amou também a Gertrudes.&lt;br /&gt;Minha avó não amava tanto assim meu avô. Já a Gertrudes, ah, essa sim o amou de verdade. Ele bem que tentava esconder sua existência, mas não conseguia. Suas histórias e desculpas eram tão aburdas que chegavam a ser engraçadas. Certo dia, chegou em sua casa com uma camisa azul, muito bem dobrada, e disse para minha avó:&lt;br /&gt;“Néia, olha só a camisa que achei na rua. Novinha. E ainda é do meu tamanho. Não sou um homem de sorte?” Ela não dizia nada. Aprendeu desde pequena que teria que viver com o marido até o fim da vida, independentemente do que ele fizesse, e ponto final. E porque o via mais como um companheiro com quem dividiria a velhice do que como um homem por quem faria qualquer coisa por amor.&lt;br /&gt;Certa noite, ele saiu para comprar um lanche para os dois que mudariam de apartamento no dia seguinte. Quando voltou ela estava morta, sentada no sofá, a cabeça pendendo para um lado, a TV ligada na hora da novela, as caixas de papelão espalhadas pela sala. Foi a única vez que vi meu avô chorar como criança, um choro triste, engasgado. Não havia nele nenhum sentimento de culpa, porque não havia razão para isso. Ele a amou, muito, de verdade, assim como amou Gertrudes, que só conhecemos um ano depois deste dia, quando ela foi visitá-lo no hospital onde estava internado. E foi então que eu, meus irmãos e minhas primas a adotamos como nossa “vódrasta”. E fizemos isso porque vimos nela uma mulher imensamente generosa, que viveu ao lado dele por mais de trinta anos em silêncio, que jamais exigiu dele que se separasse de minha avó, que passasse os natais e finais de ano ao lado dela, que compartilhasse os domingos ou que viajassem juntos. Não, ela o amou na solidão de seu apartamento, no vazio dos dias que demoravam a passar, na espera da próxima visita. Alguns podem dizer que ela foi louca, que deveria ter pensado mais em si, largado do meu avô e encontrado outros homens para dividir sua vida. Eu digo que ela foi uma mulher que viveu um amor incondicional e que eu,  talvez como ela, possa um dia ser capaz de atitudes semelhantes, de optar em viver o pouco ao invés de lamentar o nada. Por isso nunca a julguei pela decisão que tomou em sua vida.&lt;br /&gt;E foi só depois de nossa acolhida que ela, enfim, pôde viver ao lado dele. Pena que eles tiveram pouco tempo. Meu avô se foi dois anos depois, em um dia quente de verão. E ela, que por trinta anos o esperou, não quis esperar mais tanto tempo para encontrá-lo no andar de cima, e então, no outono do mesmo ano, arrumou suas malas e partiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-1171858911648573471?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/1171858911648573471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=1171858911648573471' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1171858911648573471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/1171858911648573471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/entre-dois-amores.html' title='ENTRE DOIS AMORES'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-7502116668625021534</id><published>2009-03-17T17:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T17:45:34.190-07:00</updated><title type='text'>DEPOIS DE TUDO</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-479bde309870fe68" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" 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href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=7502116668625021534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7502116668625021534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/7502116668625021534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/depois-de-tudo_17.html' title='DEPOIS DE TUDO'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ6ET4dmSI/AAAAAAAAABk/IrBE4iRTdug/s320/IMG_2829.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ5u4wDCvI/AAAAAAAAABc/D4WsvtG6ADU/s1600-h/IMG_2874.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310933338247334642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ5u4wDCvI/AAAAAAAAABc/D4WsvtG6ADU/s320/IMG_2874.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ5MC_xaGI/AAAAAAAAABU/qwSK42HSjIA/s1600-h/IMG_2828+c%C3%B3pia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310932739702220898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ5MC_xaGI/AAAAAAAAABU/qwSK42HSjIA/s320/IMG_2828+c%C3%B3pia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;DEPOIS DE TUDO REESTRÉIA NO PYNDORAMA&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inspirado no desabamento na obra da estação Pinheiros do Metrô, em São Paulo, o espetáculo Depois de Tudo estreou em 2008, em São Paulo e, no mesmo ano, apresentou-se no Festival Internacional de Teatro de Porto Alegre. É o segundo trabalho de investigação e pesquisa de temas contemporâneos, característica principal da parceria entre o dramaturgo Franz Keppler e o diretor Flávio Faustinoni, que reestréia dia 21 de março, no Espaço Pyndorama, em Perdizes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A peça conta a história de uma família que é levada para um quarto de hotel depois de ter a casa condenada pela Defesa Civil em função de uma cratera aberta na rua onde moram. No hotel, são informados que apenas um deles poderá retornar ao imóvel e retirar os pertences pessoais mais importantes. Para reforçar a situação caótica vivida pelos personagens, o diretor optou por ambientar a encenação em um canteiro de obras onde a instabilidade, a provisoriedade e a falta de infra-estrutura se travestem de um suposto conforto que hospeda estas pessoas. “Na exposição de tal fragilidade, cavamos um buraco mais profundo, referente às relações humanas e familiares, desgatadas pelas histórias de vida de cada personagem e que emergem diante da tragédia que soterrou não só os bens materiais mas também os sonhos de vida de cada um deles”, diz Faustinoni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEPOIS DE TUDO&lt;br /&gt;Texto: Franz Keppler; Direção: Flávio Faustinoni; Elenco: Mari Nogueira, Carmela Paglioli e Rodolfo Arantes. Local: Espaço Pyndorama - Rua Turiassu, 481 – Perdizes – 3871-0373 ; Temporada: 21 de março a 26 de abril, sábados, 21h30 e domingos, 20h00. Preços: R$ 20,00 ( inteira) e R$ 10,00 ( meia); Bilheteria abre uma hora antes. Não aceita cartões de crédito ou débito. Pagamento apenas com cheque ou dinheiro. Estacionamento conveniado no local. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O que já falaram sobre Depois de Tudo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de Tudo atesta que estamos diante de um excelente autor, da mesma geração de Sérgio Roveri, Samir Yasbek, Newton Moreno e Mário Viana, orgulhando o teatro paulista' - Maria Lúcia Candeias - Aplauso Brasil &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No ano passado, o autor Franz Keppler e o diretor Flávio Faustinoni surpreenderam com o melodrama Nunca Ninguém Me Disse Eu Te Amo. Em Depois de Tudo, a dupla inverte os caminhos seguidos na montagem anterior. Se antes o intimismo surgia de grandes conflitos em uma empresa, agora as rusgas familiares desenham um retrato social. Talentoso, Keppler promove viradas no destino dos personagens sem comprometer sua veracidade – e acerta no tom contemporâneo' - Dirceu Alves Júnior - Veja SP&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Depois de Tudo, novo texto de Franz Keppler dirigido por Flávio Faustinoni, é de uma contemporaneidade crua e brutal. Sente-se a realidade cortando a carne, expondo as vísceras de um mundo que perdeu, talvez para sempre, suas referências mais sólidas - Ferdinando Martins - Aplauso Brasil&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Para mim, a surpresa - no Festival de Porto Alegre - foi Depois de Tudo. Um espetáculo contundente. Uma daquelas peças que a gente sente que assistir teatro vale a pena.” - Júlio Conte - Dramaturgo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Excelente dramaturgia e excelentes interpretações”. - Antônio Holfdet - Jornal do Commercio - Festival Internacional de Teatro de Porto Alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A simplicidade e uma quase delicadeza é o grande mérito de Depois de Tudo - Argumento Net - Porto Alegre Em Cena” &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-8789080562112114826?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/8789080562112114826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=8789080562112114826' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8789080562112114826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/8789080562112114826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/depois-de-tudo.html' title='DEPOIS DE TUDO'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UgujB8dL4Ow/SbQ6OqjbAtI/AAAAAAAAABs/OFsx06f99cE/s72-c/IMG_2834.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-3347919825322976758</id><published>2009-03-08T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T14:26:36.021-07:00</updated><title type='text'>PARADOXO DO AMOR</title><content type='html'>O amor é foda.&lt;br /&gt;É alegria constante, tristeza guardada pra derramar na solidão.&lt;br /&gt;É  medo,&lt;br /&gt;Coragem,&lt;br /&gt;Indecisão.&lt;br /&gt;Quando se ama, a gente se abre pro mundo e se rasga por dentro,&lt;br /&gt;Sorri ao pensar no futuro e chora antecipadamente pelo dia do abandono que certamente virá. De um jeito ou de outro, ele virá.  Pode ser em um momento de despedida ou no enorme silêncio de um jantar a dois.&lt;br /&gt;Amar é foda!&lt;br /&gt;É olhar pro outro e sentir o que ele sente e não ter certeza do que ele diz.&lt;br /&gt;É se encantar, se decepcionar&lt;br /&gt;É conquistar, perder.&lt;br /&gt;É querer tudo e, ao mesmo tempo, não ter ter absolutamente nada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-3347919825322976758?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/3347919825322976758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3347919825322976758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3347919825322976758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3347919825322976758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/paradoxo-do-amor.html' title='PARADOXO DO AMOR'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4856875503448182385.post-3287562358455492554</id><published>2009-03-08T14:13:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T14:15:43.415-07:00</updated><title type='text'>O ATESTADO</title><content type='html'>O texto abaixo foi escrito para o Festival de Peças de Um Minuto, realizado pelos Parlapatões no final de 2007. É uma pequena crítica aos programas de incentivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ATESTADO&lt;br /&gt;Franz Keppler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SALA DE UMA REPARTIÇÃO PÚBLICA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Boa tarde! Eu vim requisitar um atestado de óbito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Pois não, pra quem é o atestado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Pra mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: O senhor morreu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Então qual a razão do atestado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: O senhor sabe.... tirar um atestado desses dá muito trabalho, é muito doloroso. Não quero que minha família passe por isso quando eu me for. Pra que tanto sofrimento, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Nesse caso, em se tratando de um atestado de óbito para quem está vivo, sugiro que o senhor entre no edital do PAC, Programa de apoio ao cadáver, mais especificamente o PAC-V, direcionado a cadáveres vivos. Basta apresentar o seu projeto e aguardar. Mas cuidado: o projeto tem que estar em dois envelopes. No envelope 1 o senhor detalha a sua vida. Quem é o senhor, o histórico de sua família, o que fez estes anos todos, fotos de acontecimentos importantes, eventuais publicações a seu respeito, profile do orkut etc. Já no envelope 2 tem que constar os seus documentos e as fichas de inscrição e aceite  preenchidas. Mas cuidado: não pode faltar nenhuma assinatura. Se faltar uma, apenas uma, das 448,5 assinaturas, o senhor estará desclassificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: 448 vírgula cinco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Sim, em algumas linhas tem que colocar apenas meia assinatura. Em umas o primeiro nome, em outras apenas o sobrenome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: Muito complicado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Se o senhor preferir, temos um edital menos burocrático: o de circulação.... caso o seu projeto seja aprovado, depois de morto o seu cadáver irá circular por alguns cemitérios do interior. Não sei se o senhor sabe mas queremos revitalizar os cemitérios das cidades mais distantes, menos utilizados, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: É muita burocracia. Quer saber? Quero mais que minha família se dane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM VAI SAINDO. FUNCIONÁRIO SEGUE-O INSISTENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO: Espere! Se é família, é grupo e se é grupo, temos também o edital do fomento. O  senhor não  quer fundar um grupo de pessoas vivas que queiram antecipar o seu atestado de óbito  e desenvolver uma pesquisa sobre isso?O edital é bem mais simples, o que acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEM: ( EM OFF) Vai se foder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO SAI ATRÁS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNCIONÁRIO ( EM OFF): Pra foder também temos uma lei de incentivo que é ótima, a Rouanet, conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BLACK-OUT&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4856875503448182385-3287562358455492554?l=franzkeppler.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://franzkeppler.blogspot.com/feeds/3287562358455492554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4856875503448182385&amp;postID=3287562358455492554' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3287562358455492554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4856875503448182385/posts/default/3287562358455492554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://franzkeppler.blogspot.com/2009/03/o-atestado.html' title='O ATESTADO'/><author><name>franz keppler</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02867470935291880852</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_UgujB8dL4Ow/SFlQ9akt2hI/AAAAAAAAAAc/idJNL87tUTA/S220/IMG_2554.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
